07/09/2008

Heavy Bag

Vinha eu...com minha mala pelas ruas de Wellington, voltando ao YHA daqui depois de 1 semana de andanças pela ilha sul, descritos nos posts abaixo, uma roda meio que quebrou, sei lá...tenho que ver melhor...e vi que tinham colocado a etiqueta heavy no ferry...quando me ocorreu...

A Mala

Seria essa mala como minha história,
sim, assim pesada, bem vivida?
Com alegrias e tristezas,
sucessos e fracassos,
amores e traições,
casamentos e fins?
Terei eu um adesivo igual,
tipo escrito na testa,
como vemos em algumas pessoas?
Ou não terei nada,
pois ela não carrego como fardo,
apenas vivo, ao sabor do vento,
100% verdadeiro, sem me preocupar tanto com tudo?
Todos devemos ter uma mala,
cada um com seu tamanho, estilo, momento...
Viajei que a minha é assim, bem estilo a que estou carregando,
já agora meio surrada, capengando as vezes (mesmo sendo jovem),
meio mal-tratada pelo tempo, mas com a sabedoria da experiência (ainda que ela seja "nova").
Pessoas que amei, caminhos que tracei, escolhas que mudei,
dos tropeços...recomecei, de sucessos...despenquei, de certezas...duvidei.
Essa é vida, que continua, nunca muito certa, no meu caso, pelas escolhas que fiz ou farei, mas minha mala, ahhh essa eu garanto, é surrada mas é FELIZ!



obs.: agora não sei direito....mas está com quase 30kg... :P

5 comentários:

Simone disse...

nossa alma é nossa mala. estranho, mas verdadeiro. nela está tudo que carregamos nesta vida, porque o corpo, sabe como é... quando morremos, o corpo vira nada.

:)

Guiga disse...

Adorei a "viagem"! Mas a minha mala deve estar furada, pq com o tempo o que não presta vai caindo pelo caminho! Hehehe!

Marcio Fiorino disse...

cof cof - bixa

Mari Thomé disse...

Pior que a mala de "cof- cof's" do Márcio deve estar mais que lotada... hahahaha

Minha mala é na medida certa. Eu acho....

Putz, vou meditar sobre isso hoje. Preciso dessa resposta!

Fernanda Oliveira disse...

Engraçado é que estive viajando em agosto, sozinha, pelo estado de São Paulo, e embarquei numa viagem parecida. Chamei de viagem ao centro da terra. Meio Julio Verne, eu sei. É que eu encontrei coisas estranhas e encantadoras; humanas, demasiado humanas. Cresci.
A minha mala é bem parecida com a sua...